Ligaduras Neuromusculares

Para que servem?

Há mais de 30 anos que foram criadas, apesar de só recentemente se verificar a difusão e massificação do método. São utilizadas para auxiliar na recuperação de uma lesão.

E como funcionam?

São bandas de tecido, elásticas, adesivas e resistentes à água e transpiração. A sua “magia” encontra-se na elasticidade que possuem, porque procura mimetizar a da pele humana. A nossa pele possui uma grande diversidade de recetores à superfície e também mais profundos, com as mais diversas funções e ligações ao Sistema Nervoso Central. Quando colada, esta banda vai estimular estes recetores, provocando um determinado efeito sobre o que estiver por baixo, seja pele ou músculo. Assim, a ligadura vai aumentar a estimulação ou inibir um determinado músculo ou grupo muscular. Produz-se assim, um efeito neurofisiológico.

Em que problemas são mais utilizadas?

Há um grande leque de situações e é complicado mencionar condições concretas, porque não se pretende tratar determinado problema, mas sim, intervir sobre um determinado sintoma ou sinal desse problema. De qualquer forma, é frequente serem aplicadas em roturas musculares de uma forma geral e em dor lombar de várias origens.

Posso aplicar a ligadura neuromuscular sozinho?

A resposta correta é não. No entanto, se o leitor for um profissional de saúde e formado nesta técnica, pode. É importante salientar que a maior parte não o poderá fazer.

Para aplicar uma ligadura destas é necessário ter conhecimentos anatómicos e de anatomia palpatória que não se adquirem com o vendo vídeos nas Redes Sociais.

Quando se coloca uma ligadura, por exemplo, num ombro, pretende-se que esta se sobreponha em determinadas estruturas, cuja forma e localização difere de qualquer outro ombro (incluindo numa mesma pessoa), e que esta inicie e acabe em determinado sitio, e/ou que se esquive de determinada zona até. Depois, a ligadura a aplicar é sempre criada no momento, e a sua forma e tamanho tem em conta o efeito a produzir, o tamanho do local do corpo a cobrir ou outras contingências.

Concluindo, a utilização desta técnica depende de um conhecimento anatómico prévio, e dos efeitos da própria ligadura mediante a forma como é aplicada, deve ser utilizada por um profissional, com cuidado, de forma específica para uma pessoa específica.